
Desejo a todos um 2009 cheio de coisas boas e que tenham tudo o que mais desejarem!!!
O que de "melhor" se passa no nosso País, fundamentalmente na Educação!!!
É mais uma história de sucesso do Programa Novas Oportunidades, o tal programa tão elogiado pelo primeiro-ministro. Um programa que conduzirá Portugal ao primeiro lugar mundial nas estatísticas sobre Educação. Agora, ficamos a saber que Pedro Póvoa, atleta de Taekwondo, vai entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés numa escola secundária. Desta forma, o Governo manda uma mensagem a todos os jovens portugueses: não é preciso estudar Biologia nem Química para entrar em Medicina. Nem é preciso frequentar o ensino secundário durante 3 anos. Bastam 6 meses no Nova Oportunidades. E a Ordem dos Médicos fica calada? Está revoltado? Não vale a pena revoltar-se. Não queira ser apelidado de 'pessimista de serviço'!
Já se sabia que o Nova Oportunidades está a dar diplomas do ensino secundário à velocidade da luz. Ficamos agora a saber que há quem veja nele o caminho mais curto para ser médico. Já tinhamos engenheiros civis sem Matemática e Física do secundário, economistas sem Matemática e linguistas sem Latim. Agora passamos a ter médicos que tiraram o 12º ano em 6 meses. Estudar Biologia? Para quê? Química? Não é preciso! Matemática? É chato!
Começa a ser enigmática a forma como José Sócrates é apoiado pelos seus acessores. No site da RTP, é possível ver uma terceira mão que parece ajudar o Primeiro-Ministro a ajeitar o casaco ou a colocar-lhe um papelinho na mesa, tendo ficado por esclarecer se se tratava da mão do Ministro das Finanças a ir-lhe ao bolso ou de Manuel Pinho atrás de uma cortina a tentar tirar-lhe cigarros sem que Sócrates soubesse.
Há alguns meses atrás, os humoristas do Gato Fedorento também tinham descoberto um papel que surgiu nas mãos de Sócrates, aparentemente, vindo do nada.
É fundamental que um governante tenha um bom braço-direito, mas dois braços esquerdos...
Também se especula sobre a possibilidade de ter sido uma manobra de Sócrates na tentativa de convencer Manuel Alegre de que, apesar de tudo, é mesmo um homem de esquerda.
Professor há 21 anos, António Morais está a pedalar há duas semanas pelo país, para alertar para as condições de trabalho da classe, numa viagem que começou em Melgaço e deverá terminar em Vila Real de Santo António. |
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"O meu combustível é a raiva e indignação que sinto pelo que está a acontecer na Educação", disse hoje o docente aos jornalistas, em Coimbra, antes de iniciar mais uma etapa, desta vez rumo a Leiria. A "hostilização que a equipa do Ministério da Educação tem feito aos professores" é o motivo que levou o dirigente sindical e docente em Aveiro a arrancar para uma pedalada de Norte a Sul do país, denominada "No Trilho da Esperança". "Massacrando os professores, como tem sido feito, é dar um tiro no pé, não se melhora o Ensino, cria-se é uma maior indisciplina nas escolas", afirmou. António Morais, que conta terminar a viagem a 22 de Agosto, tem consciência de que a iniciativa "provavelmente não irá surtir efeito" junto do Ministério da Educação, mas servirá para "manifestar radical desacordo" com as políticas seguidas para o sector. "Queremos fazer ver a opinião pública que hoje não é um privilégio ser professor. Se antes saltitava (de escola) no início de carreira, hoje saltita, provavelmente, toda a vida", disse. Presente em Coimbra, à partida de António Morais para Leiria, o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, sublinhou que a iniciativa pretende fazer pressão sobre o Governo para a situação da carreira docente. O ano lectivo que passou foi "extremamente difícil para os professores, com muitas iniciativas legislativas que atentaram contra a sua carreira", sustentou. "No dia 12 de Setembro veremos um conjunto de ministros com cheques de 500 euros no bolso para entregar aos melhores alunos de escola", criticou, referindo que a medida "é mais fácil do que garantir igualdade de oportunidades a todos os alunos". Ligar o Norte ao Sul do país de bicicleta está a ser "menos duro" do que António Morais inicialmente previa, embora aos 25 quilómetros se ressinta do selim. "A minha bicicleta tem-se aguentado, está a ser bom para mim e para as pessoas com quem estou a contactar, que me têm apoiado", disse, sublinhando que tem recebido "inúmeras mensagens de apoio" desde que iniciou a viagem. Ao longo do percurso, António Morais tem-se deparado com "estradas nacionais muito complicadas, do tempo de Salazar" e com dificuldades nas saídas das grandes cidades. O docente realiza, por dia, etapas não superiores a cinco horas e descansa aos fins-de-semana, bem como no próximo feriado, sexta-feira. Ao longo dos 21 anos de carreira, António Morais já leccionou em nove escolas de Norte a Sul do país e numa da Madeira. Nas escolas por onde passa nesta sua iniciativa de bicicleta, o docente afixa uma "mensagem de esperança" na sala dos professores. Na Escola EB 2/3 Silva Gaio, em Coimbra, deixou "Um abraço solidário para todas as pessoas que trabalham" na instituição. |
A PSP apreendeu 21.136 doses de droga, mais 19.776 que no ano passado, nas imediações de estabelecimentos de ensino de todo o país entre 26 de Maio e 20 de Junho, no âmbito da operação “Final do Ano Lectivo”, da Escola Segura.
A diferença na quantidade de estupefacientes apreendidos é um “facto circunstancial”, de acordo com fonte da PSP, explicando que eventualmente se trata apenas de mais droga apreendida num local.
Além da droga apreendida, a PSP fez 504 detenções e detectou 6481 infracções.
Comentário: E agora? De onde vem esta droga? qual a desculpa desta vez do ministério?
Ao lermos somente este título, podemos ser enganados... Atenção que nem tudo o que parece é... leiam bem esta proposta, em especial as partes destacadas...
As escolas vão poder atribuir um máximo de 10 por cento de classifições de “Excelente” e 25 por cento de “Muito Bom” no âmbito da avaliação de desempenho dos professores, mas só se tiverem nota máxima na avaliação externa.
De acordo com uma proposta de despacho conjunto do Ministério das Finanças e da Educação a que a Lusa teve hoje acesso, apenas os agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas que obtiveram “Muito Bom” nos cinco domínios que compõem a avaliação externa poderão atribuir aquelas percentagens.
Com quatro classificações de “Muito Bom” e uma de “Bom” os estabelecimentos de ensino poderão atribuir um máximo de nove por cento de “Excelente” e de 24 por cento de “Muito Bom”. Com três classificações de “Muito Bom” e duas de “Bom” ou quatro de “Muito Bom” e uma de “Suficiente” só poderão dar oito por cento de “Excelente” e 23 por cento de “Muito Bom”.
Na pior das hipóteses, com uma classificação de “Muito Bom” e quatro de “Bom” ou duas classificações de “Muito Bom”, duas de “Bom” e uma de “Suficiente”, as escolas poderão dar seis por cento de “Excelente” e 21 por cento de “Muito Bom” aos docentes avaliados.
Segundo a proposta, a classificação de “suficiente” na avaliação externa nunca se poderá referir aos domínios dos “Resultados” e da “Prestação do serviço educativo”.
As escolas cujos resultados na avaliação externa sejam diferentes dos previstos no despacho, bem como as que não foram objecto de avaliação, poderão aplicar um máximo de 5 por cento de “Excelente” e 20 por cento de “Muito Bom”, as percentagens mais baixas que estão previstas.
Estas percentagens aplicam-se nos establecimentos de ensino cujo relatório final de avaliação externa seja tornado público até à validação das propostas de avaliação de desempenho pela Comissão Coordenadora da Avaliação
As percentagens previstas neste despacho aplicam-se aos professores titulares que exercem funções de avaliação, com excepção dos coordenadores de departamento ou dos coordenadores dos conselhos de docentes, aos restantes professores titulares, aos professores e ao pessoal docente contratado.
Aos coordenadores de departamento curricular ou dos conselhos de docentes poderá ser atribuído um “Excelente” e um “Muito Bom”, se no agrupamento ou escola não agrupada o número de coordenadores for igual a quatro.
Quando este número foi igual a cinco podem ser atribuidos dois “Muito Bom” e um “Excelente”. Se o número de coordenadores for igual ou superior a seis podem ser atribuidas duas classificações de “Excelente” e duas de “Muito Bom”.
Este despacho será negociado ainda esta semana entre o Governo e os sindicatos de professores.
O Estatuto da Carreira já previa que “por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da educação e da Administração Pública são fixadas as percentagens máximas para a atribuição das classificações de Muito Bom e Excelente, por escola não agrupada ou agrupamento de escolas, as quais terão por referência os resultados obtidos na avaliação externa da escola”.
Mensagem chegada ontem ao telemóvel de alguns docentes de uma Escola da zona de Leiria, por causa da greve do pessoal auxiliar:
“Urgente! Convocam-se todos os professores para assegurarem o trabalho dos funcionário na abertura de salas e restantes atribuições.
P’lo conselho executivo.”
É interessante como se definem fenómenos como «transições traumáticas» de acordo com as suas circunstâncias. Nota-se que existem um evidente refinamento da análise quando:
Claro que muito se poderia dizer sobre esta forma de demonstrar preocupação pelo bem-estar das crianças/alunos e sobre a coerência que lhes está subjacente e que existe (a existência de um trauma e a ausência de outro têm implicações orçamentais concordantes). Assim como se poderiam repescar declarações de alguns protagonistas muito preocupados com uma das transições, mas manifestamente menos activos na prevenção da outra.
Mas isso seria pedir muito, certo?
"Os professores são contratados pelas autarquias e o Ministério da Educação financia as Câmaras Municipais" para esse efeito, explicou Valter Lemos em declarações à Agência Lusa.
O governante disse, também, que vai ser fixada a remuneração mínima obrigatória para estes professores, tendo em conta que estavam a ser pagos abaixo do que devia ser.
O valor que vai ser fixado, que entrará em vigor no próximo ano lectivo, corresponde aos valores de um professor contratado pelo Ministério da Educação, segundo Valter Lemos.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exigiu hoje o fim dos "falsos recibos verdes" no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), garantindo que "a esmagadora maioria" dos 15.000 professores envolvidos têm contratos de prestação de serviços.
Em comunicado, a Fenprof diz que o Ministério da Educação mantém os cerca de 15.000 professores envolvidos nas AEC "numa situação extremamente precária e instável, aproveitando-se do negro quadro de desemprego que atinge os profissionais docentes".
"Trata-se de um grupo de trabalhadores altamente qualificado que trabalha a recibo verde para a estrutura do Estado. Isto é, sem qualquer contrato ou vínculo laboral, com baixos salários e não lhes sendo reconhecidos quaisquer direitos ou garantias. Apenas deveres", lamenta a Fenprof.
Um despacho divulgado segunda-feira pela tutela define o valor mínimo das remunerações por hora lectiva, de acordo com as habilitações dos professores, tal como a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular tinha recomendado.
CMP/MLS/FC.
Lusa/Fim
O que de "melhor" se passa no nosso País, fundamentalmente na Educação!!!